Era uma noite escura, algo perfeitamente redondo parecia pairar no ar, sublime e simples, estava ali parada, e o q há de demais nisso? Mas encantava, e hipnotizava a qualquer um q a olhasse.
Um andarilho q a pouco entrara naquela estrada, juntava-se a paisagem local. Os resquícios de roupa q usava, não deixavam mentir suas origens, não muito parecidas com aquele estado. Nos pés um sapato q apesar de muito usado, exibia alguns traços de um veludo nobre q mesmo desbotado e totalmente despedaçado pelo tempo, ainda transpareciam alguma nobreza. Sua camisa de linho branco deixava cair as mangas q se prolongavam até um pouco depois de suas mãos, os detalhes eram abundantes, e apesar de destruídos, e repuxados pelas folhagens, mostravam o dourado do ouro utilizado em abundancia para confeccionar aquela peça. E suas pernas solenemente cobertas reafirmavam o q era já óbvio, aquele homem não era dali.
Ele fazia posse de algumas frutinhas do caminho para inutilmente tentar saciar sua fome, aquilo era o q de mais amargo poderia descer por aquelas delicadas paredes q cobriam o interior de sua garganta, e ao passar pelas suas cordas vocais, detentoras de uma vós q certamente muito já conquistara as “damas” nos bailes provavelmente abundantes em sua história, encontravam-se cercadas por uma guerra entre o orgulho, tentando expeli-las no chão, e a necessidade vendo a fome fazer morada, pela primeira vês, naquele corpo sadio.
Como chega o homem a esse grau de deterioração? O q leva ele a se deixar chegar a esse ponto? Como pode o orgulho em ostentar as belas vestes superar as necessidades mais básicas como comida. Como os calos nas mãos suadas podem ser menos merecidos do q o cheiro de dinheiro facilmente adquirido. Mas hoje, tudo q estas mãos portam, é o cheiro de sangue, pois este homem desistiu de tentar ser o q não foi feito pra ser, e mesmo q com galhos tenha feito mais do q jamais fizera em toda sua vida, construindo algo pela primeira vez, ainda era tal construção reflexo de sua arrogância, aquelas varas entrelaçadas serviam para sustentar seu corpo, moribundo ereto, enquanto sangue escorria pelos delicados dedos finos transformando-se em gotas q chagavam ao chão, chocando-se contra ele com violência e espalhando-se ao formar uma pequena possa q impregnava a terra chegando até a sujar seus belos sapatos. Q ousadia!
2 comentários:
Boiei...ahuahauhauaaua
kapovisky
já copiei isso no bloco de notas e li.
mas tô sem paciência pra comentar...HAHAHAH
escreve mais, ora bolas =P
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